A Bolívia inicialmente me pareceu
muito parecido com Honduras. Na parte negativa, ao menos. Fora a burocracia nos
trâmites fronteiriços, apenas naquele país eu tinha visto tantos animais de
grande porte soltos nas estradas. Com isto, a Bolívia acabou inventando um
sistema de controle de velocidade que tira vidas por mera estupidez dos
governos, que gastam dinheiro em estradas muito bem construídas por brasileiros
e italianos, mas permitem que vacas e todos os outros animais que pastem façam
isto na beira da estrada, completamente soltos. Impossível andar poucos
quilômetros sem ter que diminuir a velocidade para esperar o animal sair do
meio da estrada.
Em homenagem à prudência e ao
desejo dos motociclistas do apocalipse em chegarem ao Alaska ainda este ano,
assim que começou a anoitecer paramos em uma cidadezinha do interior boliviano
e encontramos um hotel que nos foi sugerido pela sua própria dona, quando nos
ouviu no posto de combustível falando para onde iríamos. Melhor hotel da
cidade, fora do circuito Plaza Central, mas caro para os padrões bolivianos
(hotel Luacita Camboa). Acho que o preço foi definido depois que a D. Tereza
soube que o Ruy era ator aposentado de novelas da televisão brasileira.
Amanha direto à Cochabamba, para
fazer melhor que os 220 km de hoje.
| Kit médico do Pitaki |
| Carona pro restaurante |
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