quarta-feira, 13 de maio de 2015

DIA 3 - 10/05/2015 - CORUMBÁ - ROBORE (BOLÍVIA)

Quando já pensávamos que dificilmente iríamos reencontrar os médicos do asfalto, eles reapareceram na fronteira Brasil-Bolívia, ao meio dia, depois de eles terem rodado mais de 600 km só de manhã e enquanto eu e o Ruy passávamos desde às 8 da manhã na fila da imigração boliviana. Procedimento arcaico enfeitado por um sistema de computador com direito a foto que nos consumiu 6 horas, mais do que qualquer fronteira que conhecemos na caótica América Central.

A Bolívia inicialmente me pareceu muito parecido com Honduras. Na parte negativa, ao menos. Fora a burocracia nos trâmites fronteiriços, apenas naquele país eu tinha visto tantos animais de grande porte soltos nas estradas. Com isto, a Bolívia acabou inventando um sistema de controle de velocidade que tira vidas por mera estupidez dos governos, que gastam dinheiro em estradas muito bem construídas por brasileiros e italianos, mas permitem que vacas e todos os outros animais que pastem façam isto na beira da estrada, completamente soltos. Impossível andar poucos quilômetros sem ter que diminuir a velocidade para esperar o animal sair do meio da estrada.
Em homenagem à prudência e ao desejo dos motociclistas do apocalipse em chegarem ao Alaska ainda este ano, assim que começou a anoitecer paramos em uma cidadezinha do interior boliviano e encontramos um hotel que nos foi sugerido pela sua própria dona, quando nos ouviu no posto de combustível falando para onde iríamos. Melhor hotel da cidade, fora do circuito Plaza Central, mas caro para os padrões bolivianos (hotel Luacita Camboa). Acho que o preço foi definido depois que a D. Tereza soube que o Ruy era ator aposentado de novelas da televisão brasileira.
Amanha direto à Cochabamba, para fazer melhor que os 220 km de hoje.
 










Kit médico do Pitaki 

Carona pro restaurante


 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário